Frango e ovo estão entre os ganhadores do IgNobel 2015

22/09/2015

Campinas, 21 de Setembro de 2015 – Entregue na última quinta-feira (17), o Prêmio IgNobel 2015 (o das pesquisas improváveis) teve entre seus ganhadores o pesquisador chileno Rodrigo Vasquez, que desenvolveu trabalho científico demonstrando que, com a adição de uma cauda artificial, as galinhas sofrem alterações posturais e locomotoras compatíveis com a postura e a cinemática inferidas aos dinossauros. Tudo para reforçar a tese de que o atual gallus gallus domesticus descende, sim, dos dinossauros.

No desenvolvimento dessa tese, o pesquisador e colaboradores da Universidade do Chile criaram “uma cauda artificial, que foi ligada à zona traseira de um frango. A cauda foi feita de uma vara de madeira com 7 mm de diâmetro, inserida em uma base de massa de modelagem ajustada à forma da cinta pélvica de cada frango, o que tornou a vara uma projeção contínua das vértebras caudais e do pigóstilo.”

O texto acima está entre parênteses porque é assim, numa livre tradução, que se encontra no PLOS One, publicação científica com reputação internacional. Sob o título “Andando como os dinossauros: Galinhas com rabo artificial fornecem pistas sobre a locomoção dos terópodes não-aviários” os pesquisadores chilenos detalham toda a evolução de seu experimento e como chegaram à conclusão que dá título ao trabalho.

Não são muitos os pesquisadores que se dispõem a receber o Prêmio IgNobel, pois, naturalmente, são motivo de risada. Mas Rodrigo Vasquez fez-se presente à premiação e, além de explicar a razão de sua pesquisa, também observou que, “com o rabo artificial, os frangos andam um tanto desengonçados, porque seu centro de gravidade é alterado; além disso, – acrescentou – para compensar o excesso de peso da causa, precisam esticar o pescoço.”

Mas como tudo indica que os dinossauros também caminhavam assim, Vasquez revelou-se satisfeito com os resultados de seu trabalho, declarando-se emocionado por representar a ciência chilena na cerimônia de premiação. “Pode ser engraçado, mas é, realmente, um bom reconhecimento”.

Porém, além do frango, também o ovo esteve presente no Prêmio IgNobel 2015, desta vez representado por pesquisadores norte-americanos e australianos. Os aquinhoados foram do Campus Irvine da Universidade da Califórnia (UCI) e da Universidade do Oeste da Austrália (UWA) por desenvolverem um processo que, simplesmente, “descozinha” ovos parcialmente cozidos.

Claro, aqui a explicação do processo foi extremamente simplificada. Mas – justiça seja feita – o trabalho em pauta não merecia ser desqualificado pelos criadores da premiação. Pois o IgNobel de Química de 2015 compreende um longo processo de desenvolvimento de um sistema de conservação da clara do ovo, com sua posterior reversão ao estado original, sem a perda de seus aspectos qualitativos. Um achado – diz-se – que, independente da necessidade de aperfeiçoamento, interessa a inúmeros setores (na medicina humana, por exemplo), inclusive à avicultura.

Clique no link abaixo para acessar sinopse do trabalho em que se obteve o “descozimento” de ovos previamente cozidos:
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cbic.201402427/abstract

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Fonte: AviSite

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