Exportações em alta refletem agilidade

22/12/2015

As exportações do setor agropecuário estão em alta este ano. Alguns produtos registram volume recorde. Somente o complexo soja deve ter um crescimento de 18% no volume. O resultado dessa equação só tem sido possível graças à agilidade e à relação de confiança entre os setores envolvidos, ou seja, o governo e as empresas privadas. No caso da carne e de outros produtos de origem animal, a habilitação de estabelecimentos frigoríficos de carnes e de todos os outros produtos de origem animal por uma lista pré-autorizada, foi considerada uma grande vitória para os exportadores brasileiros.

Tatiana Palermo: Com exceção de poucos produtos, cresceu muito o volume das nossas exportações. Neste ano, o complexo soja, por exemplo, deve crescer 18% em volume, carne de frango deve crescer 5%. Estamos tendo volumes recordes nas exportações pela agilidade de todos. Do governo e do setor privado, que está exportando mais, mas que tem que se adequar, tem que garantir aquele produto que o mercado quer. No caso da carne, nós negociamos com a Secretaria de Defesa Agropecuária os certificados e sabemos quanto custa cada certificado, quanto custa a confiança da Rússia e da União Europeia, que estão habilitando por prelisting. A Rússia é nosso maior mercado. Neste ano, foi uma grande vitória a habilitação de estabelecimentos frigoríficos de carnes e de todos os outros produtos de origem animal por uma lista pré-autorizada. Nós atestamos e eles habilitam sem inspeção prévia.

Fernando Galetti: Isso é um grande sinal de confiança do importador no Ministério da Agricultura brasileiro.

Tatiana Palermo: Eles não compram commodity, compram porque o Mapa atesta que aquela carne atende aos requisitos. A China autorizou metade das plantas por amostragem. Visitou 13 das 24 plantas e autorizou as 24. Estamos negociando com outros países nossos capítulos sanitários e fitossanitários, negociando o prelisting, para ter outro tipo de relacionamento, um relacionamento de confiança. Estamos negociando um protocolo sanitário com a União Europeia que nunca ninguém tinha imaginado, porque a União Europeia não aceitava nem a proposta.

Por: Valor Econômico

Fonte: Portos e Navios

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