Clima prejudica produção na safra da soja em Mato Grosso, diz Conab

07/02/2016

A safra mato-grossense 2015/16 não será mais de recorde. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o atual ciclo agrícola será 2,1% inferior ao registrado na temporada passada, conforme o 5º levantamento divulgado ontem. Até o mês passado, a estatal vinha prevendo recordes na oferta da produção do Estado, que é e seguirá ainda como o maior produtor nacional de grãos e fibras por mais um ano consecutivo. A revisão baixista foi puxada pela soja, que mesmo com área recorde apresentará produção menor do que o contabilizado em 2015.

De acordo com o Diário de Cuiabá, apesar da retração sobre os números do maior produtor nacional, a safra brasileira deve chegar a 210,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 1,3% sobre a safra anterior. Em relação à estimativa do mês passado para a safra atual, houve uma pequena queda de 206,5 mil toneladas, sobretudo por causa da soja. Segundo a Conab, a falta de chuva em Mato Grosso afetou a produção da oleaginosa. O Estado, diante dos novos números, será responsável por 24% do total colhido nesta safra, seguido por Paraná, com 18,29%, e do Rio Grande do Sul, com 14,70%.

Entre os grandes produtores nacionais da oleaginosa Mato Grosso é o único com projeção negativa e somente neste 5º levantamento é que a Conab fez a reversão da tendência que vinha apontando ao Estado desde outubro do ano passado. No novo estudo, a área que aumentou 2,3%, de 8,93 milhões de hectares passou para 9,14 milhões. A produção encolheu 2%, de 28 milhões de toneladas (t) em janeiro para atuais 27,45 milhões de t.

Como pontuam os técnicos da Conab, a região Centro-Oeste, principal produtora da oleaginosa no país, confirmou o incremento de 3% em relação à safra passada. “Mato Grosso, maior produtor nacional, em virtude da instabilidade climática, observada desde o início do plantio, apresenta lavouras em praticamente todos os estágios de produção. Isso se deve à identificação particularmente no médio norte mato-grossense e no meio e sul do Vale do Araguaia, do forte atraso no plantio, que causou situações distintas”.

Como explicam, a primeira foi a do replantio das lavouras que comparado com o levantamento anterior realizado pela Conab, imaginava-se ser maior do que ocorreu efetivamente. A segunda tendência observada entre os produtores foi a de não assumir riscos e plantar a lavoura quando as chuvas estivessem estabilizadas e ainda uma terceira situação, que foi a aposta dos produtores em acreditar no forte potencial de recuperação da oleaginosa e não promover replantios. “Essas ações combinadas, que tinham promovido um indicativo de redução na produtividade já no levantamento anterior de 2,9% em relação ao ano passado, ampliou-se para 4,2% neste. A atual produtividade média estadual está estimada em 3.004 kg/ha, comparada com 3.136 kg/ha da safra anterior”.

Para o algodão e o milho segunda safra, a Conab manteve as mesmas projeções divulgadas em janeiro: A produção de pluma deve atingir 925,7 mil de t, crescimento anual de 0,4%, e o cereal deverá reduzir a oferta em 1,8%, ao passar de 20,30 milhões de t para 19,92 milhões de t.

Fonte: Só Notícias/Agronotícias

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