Rebanho de gado dos EUA sobe para 92 milhões de cabeças

08/02/2016

O rebanho dos Estados Unidos, que superava 103 milhões de cabeças de gado em 1996, está abaixo de 100 milhões há 18 anos

Após recuar para um patamar inferior a 90 milhões de cabeças de gado, o rebanho dos Estados Unidos tem o segundo aumento anual consecutivo.

Neste início do ano eram 92 milhões de cabeças, 3% mais do que em janeiro de 2015, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Mesmo com essa alta, a participação norte-americana deverá continuar limitada no mercado externo –o Brasil é um dos principais fornecedores mundiais.

As exportações norte-americanas, que representavam, em 2010, 16% do volume dos principais exportadores, vai se manter em 11% neste ano.

Enquanto os norte-americanos deverão colocar 1,1 milhão de toneladas de carne bovina no mercado externo, os brasileiros vão exportar 1,9 milhão, segundo dados do Usda.

A Austrália, outro tradicional participante desse segmento mundial, perde mercado, principalmente na Ásia. Esse espaço será ocupado pelos norte-americanos.

O rebanho dos Estados Unidos cresce devido a uma recomposição das pastagens, que haviam sido afetadas na seca de cinco anos atrás.

Além disso, os custos, que haviam disparado devido à quebra de safra de grãos nos EUA, voltaram a patamares normais.

Conforme dados do Usda, as fêmeas compõem o maior número do rebanho. As que já pariram atingem 39,6 milhões de cabeças.

Novilhas e novilhos somam outros 36,1 milhões de cabeças, 3% mais do que há um ano.

O rebanho dos Estados Unidos, que superava 103 milhões de cabeças de gado em 1996, está abaixo de 100 milhões há 18 anos.

Embora não tenha tanta carne para exportar como há duas décadas, o produto norte-americano ocupa os melhores mercados, onde se paga mais pela proteína.

A produção mundial de carne bovina é de 59,2 milhões de toneladas, para um consumo de 57 milhões. Já o comércio mundial atinge 9,9 milhões de toneladas.

Em queda

O lucro líquido da multinacional Syngenta recuou para US$ 1,34 bilhão no ano passado, 17% menos do que no ano anterior, mostrou o balanço da empresa. A empresa recebeu uma oferta de compra da chinesa ChemChina no valor de US$ 43 bilhões.

Efeito

Brasil Um dos desafios para a empresa foi a rápida desaceleração do real em relação ao dólar no verão em pleno período de plantio.

Nutrição animal

O Brasil é o responsável pelo segundo maior volume de produção mundial da Alltech Inc., empresa do setor de nutrição e de saúde animal. O crescimento interno foi de 17%.

Evolução

O faturamento global da empresa foi de US$ 2,1 bilhões em 2015, com crescimento de 180% ante 2014.

Fusão

O desempenho é resultado da fusão com duas empresas de nutrição animal no Canadá, a Ridley e a Masterfeeds. Para os próximos três anos, a estimativa é de US$ 4 bilhões.

Fonte: Folha de S. Paulo

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