Soja fecha 3ª feira com leves altas em Chicago apesar de USDA fraco e mau humor do financeiro

09/02/2016

A terça-feira (9) foi dia de um novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), porém, a instituição voltou a reforçar seu conservadorismo, trouxe pouquíssimas mudanças para a soja e assim, os futuros da oleaginosa fecharam mais uma sessão com estabilidade na Bolsa de Chicago, mas em campo positivo.

Os futuros da oleaginosa subiram de 0,75 a 1,25 ponto nos contratos mais negociados, se mantendo entre o intervalo de US$ 8,50 a US$ 9,00 por bushel. E como o consultor em agronegócios Ênio Fernandes vem alertando, faltam força e novidades, principalmente entre os fundamentos, para que o mercado deixe essa faixa de preços e determine uma nova direção para as cotações.

“O mercado de grãos em Chicago pouco se movimentou depois dos números do USDA, com a soja e o milho, e também o trigo, mantendo as pequenas baixas antes e depois do boletim”, disse o editor sênior do portal internacional Farm Futures, Bob Burgdorfer.

Já para o gerente da Futures International, Matt Pierce, o relatório é negativo para as cotações, porém, com efeito limitado. “Os números podem pesar sobre a soja com um aumento dos estoques finais mundiais, mas o mercado não deve recuar muito já que isso já vinha sendo esperado”, diz.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe poucas mudanças no cenário da safra 2015/16 de soja do país e a mudança mais expressiva veio no aumento dos estoques finais do país. A estimativa da instituição foi revisada para cima, passando de 11,97 milhões para 12,25 milhões de toneladas.

Além disso, o departamento revisou ainda sua estimativa para o esmagamento de soja dos EUA, que caiu de 51,44 milhões para 51,17 milhões de toneladas.

No quadro mundial também pouca alteração nos números. A produção global subiu de 319,01 milhões para 320,51 milhões de toneladas e os estoques finais vieram reportados em 80,42 milhões de toneladas, superando as 79,28 milhões projetadas no boletim de janeiro.

América do Sul

Contrariando o adido do USDA no Brasil, a matriz do departamento manteve sua projeção para a safra brasileira 2015/16 em 100 milhões de toneladas, bem como deixou sem alteração os estoques finais, em 19,31 milhões de toneladas, e as exportações em 57 milhões de toneladas.

Sobre a Argentina, a correção foi maior na estimativa da safra, agora de 58,5 milhões de toneladas, maior do que a do mês anterior, de 57 milhões de toneladas. O USDA subiu ainda os estoques finais de soja do país de 28,96 milhões para 29,8 milhões de toneladas, porém, manteve as exportações argentinas em 11,8 milhões de toneladas.

Mercado Financeiro

O mercado internacional da soja esteve atento ainda, mais uma vez, à pressão vinda do mau humor do mercado financeiro. E assim, como explicam os analistas, cresce o sentimento de aversão ao risco entre os investidores, que buscam ativos mais seguros e deixam suas posições naqueles que serão mais arriscado, como as commodities agrícolas.

Nesta terça, as ações europeias voltaram a recuar e bateram no menor nível em mais de dois anos na sétima sessão consecutiva de quedas. Os grandes bancos internacionais estão na mira dos investidores e, portanto, gerando muita preocupação. “O índice teve a sétima queda seguida, a pior perda semanal desde 1998, com investidores preocupados com a ameaça à lucratividade dos bancos e força do capital de margens comprimida por taxas de juros”, como noticiou a agência Reuters.

Por: Carla Mendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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