Entenda a redução no preço pago ao produtor leiteiro

11/02/2016

O aumento dos custos de produção, a queda no consumo de produtos lácteos com maior valor agregado (iogurtes, queijos, leite condensado, entre outros), a operação em baixa do mercado leiteiro em 2015 – levando o leite em pó a ser comercializado a menos de U$ 2 mil dólares a tonelada – a oferta elevada de leite no mercado interno e a importação de leite em pó do Uruguai e da Argentina foram os principais agravantes para a redução dos preços internacionais das commodities lácteas, resultando na diminuição dos valores pagos aos produtores brasileiros.

Diante desse quadro de variação para o setor, o Sistema de Inteligência Setorial do Sebrae produziu um relatório sobre o assunto para que os pequenos produtores compreendam as características das importações realizadas pelo país, entendam como acontece a variação do preço pago ao produtor e traz ainda informações sobre como se manter diante deste cenário turbulento.

A baixa do preço pago pelo leite gerou impactos na produção em 2015. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e da Confederação Nacional da Agricultura (CEPEA/CNA) apontam que em comparação com igual período de 2014, o poder de compra do pecuarista leiteiro sofreu forte queda entre janeiro e maio. Os principais estados produtores, onde a conjugação de fatores negativos provocou perda do poder de compra do produtor de leite e gastos elevados na composição dos insumos utilizados na produção, foram Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

– As consequências climáticas, como as chuvas excessivas no Sul, reduziram a produção de leite em muitas regiões, além de dificultarem a captação do produto;

– As mudanças no mercado, como o forte reajuste em Minas Gerais, interferiram no preço pago ao produtor recentemente, amenizando a baixa nacional;
– Muitos insumos importados, como fertilizantes para o pasto e medicamentos para os animais, sofrem interferência com a alta do dólar impactando nos custos de produção;

– Os custos de energia e mão de obra, que sofreram reajustes significativos;
·
– O comportamento do consumidor e a mudança de hábitos alimentares;
Ao entender quais são os processos que influenciaram essa queda, o pecuarista pode otimizar a gestão do seu negócio com um melhor planejamento, buscando alternativas para reduzir custos, como a economia de energia, por exemplo. Embora não influencie no preço pago, a diminuição de despesas, a incorporação de novas tecnologias que facilitem o processo produtivo, o acompanhamento da sazonalidade do mercado com o monitoramento contínuo dos preços do leite ao produtor e a avaliação da sustentabilidade do negócio, por meio do Custo Operacional Total (COT) podem influenciar no aumento da margem de lucro.

Outras ações Recomendadas pelo SIS/SEBRAE

– Acompanhe a movimentação no mercado;
– Realize capacitações. Manter-se atualizado ampliará seu conhecimento e facilitará sua competitividade. O Senar, com o apoio do Sebrae desenvolveu o Programa Produção de Leite de Qualidade e oferece capacitações ao produtor. Para participar os produtores rurais devem procurar o sindicato rural mais próximo da sua região e fazer sua inscrição.
– O Senar também oferece, por meio do seu canal de Educação a distância, cursos online gratuitos com certificados de conclusão, para produtores rurais de todo país;
– É importante estar atento as oportunidades geradas com as exportações e importações de produtos lácteos. Para saber mais, confira os relatórios sobre Exportação e Importação Brasileira de Leite, do Sistema de Inteligência Setorial;
– Confira sempre as notícias e relatórios sobre a cadeia do leite disponibilizados no Sistema de Inteligência Setorial;
– Mantenha-se atualizado, busque informações sobre o mercado lácteo no site do Cepea.

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

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