72% dos supermercadistas estão pessimistas com economia

12/02/2016

O total de empresários do setor de supermercados pessimistas com o cenário atual e futuro da economia brasileira atingiu 72% em janeiro. Este é o menor nível de confiança em toda série histórica, iniciada em junho de 2011, de acordo com a Pesquisa de Confiança dos Supermercados do Estado de São Paulo (PCS/APAS).

O número bateu o mês de setembro de 2015, quando o indicador havia apontado o maior índice (70%). Desta vez, todos os itens pesquisados (Inflação, PIB, Juros, Emprego, Vendas, entre outros) apontaram baixo ou nenhum grau de otimismo em relação à percepção atual ou à expectativa futura.

“O nível de otimismo atual em relação à atividade econômica registrou 0%, ou seja, nenhum empresário acredita em uma recuperação em curto prazo. Esse resultado reflete o econômico e político vivenciado pelo país”, afirma o gerente de Economia e Pesquisa da APAS, Rodrigo Mariano.

Para ele, essa realidade é verificada diante do reflexo no baixo dinamismo das vendas do setor supermercadista, que, apesar de ser um dos últimos setores afetados pela crise, tem sentido os reflexos de maneira expressiva. “Os supermercados têm sofrido com a queda na frequência dos consumidores às lojas, mesmo sendo um setor considerado de primeira necessidade”

Com relação à taxa de inflação, apenas 3,2% dos empresários têm a percepção de que a inflação será reduzida em curto prazo. “A inflação elevada e persistente, aliada ao desempenho fraco da atividade econômica, afeta o otimismo do setor. E esse cenário vem se degradando mês após mês diante do agravamento da crise política e econômica”.

Sobre o momento atual, o pessimismo foi verificado em 75,1% e o otimismo, em 5,6%. “Esse cenário reflete um momento atual de extrema falta de confiança na economia, que tem gerado elevação do desemprego, com redução da renda da população, e perda do poder de compra”.

No que diz respeito à expectativa em relação ao futuro, 68,7% se mostraram pessimistas e 4,5% apontaram otimismo. Na opinião do economista, o baixo nível de confiança no futuro continua a demonstrar um baixo nível de “esperança”, já que o indicador apresenta resultados similares ao indicador geral.

“O remédio amargo para a busca da retomada do crescimento econômico, que é o ajuste fiscal, tem afetado o setor supermercadista, impactando negativamente as vendas e a economia brasileira. Este é o preço que os empresários e os consumidores pagarão pelos anos de má condução da política econômica do país até então”, finaliza.

Fonte: Canal Executivo

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