Café: Após despencar nas últimas sessões, Bolsa de NY tem recuperação nesta 6ª e termina semana com queda de 4%

12/02/2016

Com influência do financeiro, as cotações do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures) recuaram forte durante toda esta semana em meio ao cenário de aversão ao risco nos mercados globais, o que fez o vencimento março/16 operar em US$ 1,10 por libra-peso, menor patamar em dois anos. No entanto, nesta sexta-feira (12), os futuros registraram recuperação, reduzindo um pouco as perdas acumuladas na semana, que totalizaram 4% no vencimento março/16.

“Não há muita novidade no aspecto fundamental, os números sobre a safra brasileira vem se confirmando, assim como em outras origens produtoras. Então o mercado tem se baseado mais no financeiro, que teve alta nos preços do petróleo e dólar praticamente estável nesta sexta”, afirma o analista da Safras & Mercado, Gil Carlos Barabach, que acredita em correção após as recentes quedas na Bolsa.

Os lotes com vencimento para março/16 fecharam a sessão de hoje cotados a 115,55 cents/lb com alta de 255 pontos, o maio/16 teve 117,50 cents/lb com avanço de 250 pontos. Já o contrato julho/16 registrou 119,35 cents/lb com valorização de 240 pontos e o setembro/16 anotou 121,05 cents/lb com 225 pontos positivos.

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje cotado a R$ 3,9895 na venda com alta de 0,15%. A moeda repercutiu uma melhora no humor dos mercados externos, com o salto nos preços do petróleo. Embora ainda persista uma cautela em relação às perspectivas no cenário fiscal brasileiro.

Para Barabach, o café deve seguir vulnerável às questões financeiras nos próximos dias. “O que se espera para a próxima semana é uma acomodação do movimento de baixa e não uma nova alta e isso vai estar muito influenciado pela questão financeira internacional”, explica.

Durante boa parte desta semana faltaram ao mercado os dois maiores produtores e participantes mundiais do mercado do café, que são Brasil e Vietnã. Ambos em meio a feriados, respectivamente, do Carnaval e do Ano Novo Lunar. “Mesmo com os feriados, a demanda não estava agressiva. Ainda assim, isso acabou tirando um pouco a liquidez e deixando o mercado ainda mais suscetível ao fluxo financeiro”, explicou Barabach.

Na próxima segunda-feira (15), a Bolsa de Nova York não funciona por conta do Feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos e isso também acabou repercutindo hoje entre os investidores, que acabaram ajustando posições, segundo agências internacionais.

“Acredito que há um movimento geral de cobertura de posições vendidas frente ao feriado prolongado”, disse um comerciante de café à Reuters, acrescentando que o fechamento dos mercados em Nova York na segunda-feira também incentivou investidores a assumir posições mais curtas.

Operadores disseram que uma nova redução nos estoques de arábica certificados da ICE também contribuem para sustentar os preços no mercado. No entanto, as vendas das principais origens produtoras seguem limitadas e não devem apresentar fôlego nos próximos dias nos atuais patamares de preço.

Mercado interno

As cotações do café no Brasil encontraram mais sustentação nesta semana com resistência dos vendedores. “O mercado físico está descolado do externo, mesmo com a forte queda na Bolsa. O Brasil exportou bastante café ao longo do segundo semestre do ano passado com o dólar estimulante e agora tem pouco produto para venda e isso tende a fazer o preço interno se valorizar em relação ao referencial externo”, afirma Barabach.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação hoje na cidade de Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 553,00 e alta de 2,79%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com avanço de 3,97% e saca cotada a R$ 537,00.

Da sexta-feira passada para hoje, a cidade que registrou maior variação para o tipo foi Varginha (MG) com queda de R$ 20,00 (-3,64%), saindo de R$ 550,00 para R$ 530,00 a saca.

O tipo 4/5 também teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 555,00 a saca e avanço de 2,78%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com recuo de 2,88% e saca a R$ 505,00.

Para o tipo, conforme o gráfico, a maior oscilação na semana foi registrada em Varginha (MG) que tinha saca cotada a R$ 530,00, mas caiu R$ 25,00 (-4,72%) e agora vale R$ 505,00.

O tipo 6 duro teve maior valor de negociação nas cidades de Franca (SP) e Varginha (MG) com R$ 500,00 a saca, preço estável na primeira e queda de 2,91% no município mineiro. A maior oscilação no dia ocorreu em Guaxupé (MG) com alta de 3,14% e saca cotada a R$ 492,00.

A variação mais expressiva de preço na semana para o tipo 6 foi registrada em Varginha (MG), por lá a saca estava cotada a R$ 525,00 na sexta passada, mas teve desvalorização de R$ 25,00 (-4,76%), e agora está em R$ 500,00.

Na quinta-feira (11), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 482,19 e queda de 0,02%.

Bolsa de Londres

As cotações do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, registraram forte alta nesta sexta-feira, seguindo Nova York. O contrato março/16 registrou US$ 1416,00 por tonelada e alta de US$ 34, o maio/16 teve US$ 1440,00 por tonelada e o julho/16 anotou US$ 1469,00 por tonelada, ambos com avanço de US$ 32.

Na quinta-feira (4), o Indicador CEPEA/ESALQ do café conillon tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 399,97 com avanço de 1,25%.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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