Clima segue beneficiando desenvolvimento das lavouras no RS

12/02/2016

Enquanto as lavouras de milho e feijão são colhidas no Rio Grande do Sul, atingindo respectivamente 35% e 70%, as culturas da soja e do arroz seguem em desenvolvimento, beneficiadas pelos condições climáticas do momento. De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, as altas temperaturas, radiação solar abundante e umidade do solo adequada aceleram o crescimento do milho e garantem o potencial produtivo das lavouras em enchimento de grãos. A produtividade média do milho no RS já apresenta aumento em relação à estimativa inicial e com ótima qualidade comercial. Já as lavouras de feijão semeadas mais tardiamente apresentam ótimo potencial produtivo, devido à melhora das condições climáticas no final do ciclo. Na última região a implantar as lavouras, os Campos de Cima da Serra, o desenvolvimento é satisfatório, com a maioria das áreas em floração.

Na soja, as lavouras vêm apresentando desenvolvimento dentro do esperado, com expectativa de uma ótima safra. Apesar da baixa incidência de pragas, em decorrência do controle preventivo e do clima favorável ao controle natural, os produtores gaúchos continuam aplicando fungicidas para controlar as doenças de final de ciclo. Atualmente, a cultura da soja no RS encontra-se nas fases de desenvolvimento vegetativo (17%), floração (36%), enchimento de grãos (45%) e maturação (2%), com bom estande de lavouras.

O crescimento das lavouras de arroz é favorecido pela chuvas regulares, a intensa radiação solar e as temperaturas elevadas. No Estado, o arroz está com 55% das áreas em germinação e desenvolvimento vegetativo, 20% em floração, 20% em granação e 5% em maturação final.

CRIAÇÕES

O clima também tem favorecido a produção leiteira, pois as pastagens anuais de verão apresentam boas condições de pastejo. Além das pastagens para alimentar os animais, os produtores estão utilizando silagem, feno, grãos, farelos e ração. As condições sanitárias e nutricionais são adequadas, e os produtores seguem o combate às verminoses e o controle de mamites e carrapatos.

As elevadas temperaturas prejudicam o desempenho de animais em produção, especialmente os da raça Holandesa, que consomem até 20% a menos de forragem. Nesse sentido, os agricultores devem ficar atentos para o fornecimento de água e o acesso dos animais à sombra.

O rebanho ovino melhorou muito no último período, especialmente após a fase de esquila e com o clima seco, que diminuíram os problemas de doenças de casco. Os ovinos ganharam peso, possibilitando aos pecuaristas ofertarem boas quantidades de animais para o abate. Segue no Estado a temporada reprodutiva dos rebanhos. Este não é o manejo mais recomendado, porém é o mais empregado. A época recomendada é após a primeira quinzena de março, proporcionando uma temporada de nascimentos após os rigores do inverno.

Na piscicultura, há alguns registros de perdas de peixes em função de deficiência de oxigenação dos açudes, em decorrência de dias quentes e abafados. Os técnicos dos escritórios municipais da Emater/RS-Ascar estão orientando aos agricultores para que melhorem a renovação de água, diminuam a alimentação neste período e optem pelo uso de aeradores, inclusive artesanais. Em todo o Estado, os criadores estão fazendo reservas de alevinos para povoamento dos tanques e planejando o próximo ano. Os municípios estão se organizando ainda para a realização das feiras de peixe no período da Páscoa.

Fonte: Emater RS

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