Produtores apresentam “frutas do Brasil” no maior evento de fruticultura do mundo, na Alemanha

12/02/2016

Vinte e seis empresas brasileiras participam da Fruit Logistic Berlim 2016 com o objetivo de ampliar as exportações de frutas frescas brasileiras

“Frutas do Brasil – Gifted by The Sun (presenteado pelo sol)”. O selo, representado por um colibri (gênero de beija-flor), foi apresentado no maior evento de fruticultura do mundo – Fruit Logistic Berlim, que ocorre todos os anos, no início de fevereiro. A marca foi destaque no stand brasileiro de 400 m2 e representa a garantia de qualidade e sabor das frutas exportadas pelas 26 empresas presentes nesta edição do evento.
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Melões, melancias, bananas, mamões, uvas, limões, abacaxis, laranjas, maçãs, abacates, mangas e, também, polpas congeladas foram degustadas por mais de 70 mil pessoas que passaram pela feira entre quarta (03/02) e sexta-feira (05/02). O Projeto Frutas do Brasil é uma parceria institucional entre a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e conta com o apoio da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA, Tom Prado, a Fruit Logistic inclui os principais países produtores e compradores de frutas frescas e processadas. “Estamos buscando cada vez mais promover o produto brasileiro no exterior, mostrando o que conquistamos com qualidade e sabor das frutas ressaltadas pela tropicalidade do país”, revela. Tom acrescenta que hoje o Brasil é reconhecido internacionalmente pela qualidade dos produtos que exporta. O que justifica o aumento de 3,8% em valor exportado, o equivalente a US$ 735 milhões, e 11,44% em volume, em 2015 comparado ao ano de 2014. “A expectativa é que ao fim desta edição da feira fechemos mais negócios com diversos países”.

Para o presidente da Abrafrutas, Luiz Roberto Barcelos, participar da Fruit Logistic Berlim 2016 é como estar na maior vitrine de frutas do mundo. “Quem quer exportar está no lugar certo, pois a feira reúne todos os players desse negócio”, comemora. “Estados Unidos, países da Europa e da Ásia têm interesse em fechar negócios”, complementa.

O Brasil produz aproximadamente 43 milhões de toneladas de frutas frescas e exporta 3% desse total. O mercado interno absorve a maior quantidade. Os principais compradores são os países da União Europeia, destino de 80% das nossas exportações.

Segundo Barcelos, os países asiáticos, com destaque para a China e o Japão, estão cada vez mais receptivos às nossas frutas. “Recebemos a visita de inspetores chineses no início do ano interessados em conhecer como as frutas cearenses são produzidas e constatar se realmente são livres de pragas. Está previsto, ainda para este primeiro semestre, uma nova visita de prováveis clientes, os japoneses. Estamos muito otimistas com a visibilidade que nossos produtos estão ganhando no mercado,” afirma esperançoso com o futuro.

Desafios: capacitação, infraestrutura e logística – Apesar do bom momento da fruticultura brasileira, existem alguns desafios que precisam ser vencidos para o aumento da produção e da exportação. “Precisamos capacitar os produtores visando as boas práticas agrícolas e a qualidade, uma vez que o mercado externo é muito exigente”, ressalta Eduardo Brandão, assessor técnico da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA. Brandão comenta que a maioria dos fruticultores brasileiros não exporta, por não conseguir atender essas exigências. “Também precisamos trabalhar em busca de novos mercados, na redução das barreiras tarifárias e fitossanitárias, questões que muitas vezes impedem as exportações brasileiras”.

Outro ponto preocupante, com impacto direto no crescimento da fruticultura brasileira, é a infraestrutura e a logística, ainda longe de atender às necessidades. “Hoje temos sérios problemas em razão da precariedade das rodovias do país, por onde é escoada a produção em direção aos portos. A grande maioria das frutas é exportada por via marítima”, observa o assessor técnico. E, por fim, Brandão acrescenta que os produtores enfrentam dificuldades com a cadeia de frio, uma vez que as cargas devem ser frigorificadas e a maioria dos portos não tem este tipo de estrutura disponível.

Fruit Logistic 2016 – A edição de 2016 da Fruit Logistica Berlim abrigou mais de 2.800 expositores de 84 países, sendo 26 expositores brasileiros, com a visita de cerca de 70 mil potenciais compradores de 135 países. Neste ano, o país parceiro foi o Egito. Além da exposição de frutas frescas e secas, hortaliças, legumes e assemelhados, voltada para público especializado, o evento cobriu também os setores de empacotamento e etiquetagem, transporte e logística, armazenamento, soluções de computação e de internet e sistemas de cultivos.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

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