Entidades se unem para recuperar nascentes em fazendas no Mato Grosso

14/02/2016

Com a proposta de preservar as nascentes da região sudoeste do Estado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) firmou uma parceria com a Cooperativa Sicredi, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea), a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e com pecuaristas. O projeto é coordenado pela regional da Sema de Cáceres e deve se expandir para outros munícipios atendidos pela unidade.

De acordo com o gerente da regional, Luiz Sérgio Garcia, após as entidades terem se mobilizado pela causa e firmado parceria, o próximo passo é fazer o levantamento do número de nascentes que há na região sudoeste, analisar a situação de cada uma e traçar as metas do programa. “É preciso entender que a nascente é a galinha dos ovos de ouro, sem ela não chega água limpa e ambulante até a casa do pecuarista, do empresário e nem dos moradores”.

Para preservar as nascentes, Luiz explica que serão realizadas várias ações, entre elas, políticas educativas e campanha de controle da erosão do solo por meio do plantio de mudas, pois a vegetação funciona como barreira viva na contenção da água proveniente das enxurradas, fechando a área da nascente para evitar a entrada dos animais e, por conseguinte, o pisoteio e compactação do solo, entre outras atividades.

O pecuarista parceiro do projeto e proprietário da Fazenda União, Amarildo Merotti, parabenizou a Sema pela iniciativa. Ele lembra que as propriedades com pouca disponibilidade de água são mais baratas e por isso sempre preferiu comprá-las para recuperar a nascente e mostrar que a falta de água acontece por falta de cuidado do fazendeiro. “Entrei para este projeto porque eu sigo essa política de conservação há muito tempo e quero fomentar a ideia, incentivar meus colegas fazendeiros”.

Segundo Luiz, a proposta do programa é de alcançar os fazendeiros da região para orientá-los sobre a importância das nascentes. Para ele, é imprescindível o pecuarista saber do perigo da degradação do solo, dos malefícios do agrotóxico e de jogar lixo no entorno das nascentes.

Fonte: Fernanda Nazario

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