Fotógrafo homenageia cafeicultura com exposição em SP

14/02/2016

Vilson Palaro relembra os anos da infância em coletânea que pode ser vista no metrô República

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Foto “Fatto a mano” conquistou o 1° lugar na X Biennale Internazionale D’Arte Contemporanea di Firenze (Foto: Vilson Palaro)

Neto de imigrantes italianos cafeicultores, Vilson Palaro carrega a hereditariedade dos que são apaixonados pelo café. E embora tenha passado a infância a correr pelos cafezais e a traquinar com os trabalhadores da fazenda, foi o acaso que o levou a retratar o cultivo grão. Foi somente em 2013, após o convite de um amigo que pintava a colheita do café, que resolveu revisitar os cenários de outrora. Fiéis às lembranças os seus anos de menino, as imagens captadas resultaram na exposição “Raízes do ouro verde”, aberta à visitação na estação República do Metrô, em São Paulo (SP), até o dia 29 de fevereiro.

“Sempre estive imerso no cheiro da palha e do grão do café. Uma das imagens mais marcantes de minha infância é a de quando ficava sentado na beira do terreiro, vendo os trabalhadores esparramando o café com burros puxando uma prancha de madeira”, conta o hoje fotógrafo e juiz de Direito da 5° Vara Cível de São Carlos, que nasceu e cresceu no município de Itapuí (SP), vizinho de Jaú – na época, um dos maiores centros de café no Estado.

Desde o início seus trabalhos foram voltados para o cenário rural, berço da sua inspiração. “Ali estão a criança que habita em mim (como diria o Fernando Pessoa), a minha origem, a minha gente”, explica. Sua primeira viagem no universo fotográfico foi em 2008, com o ensaio “Trilhas do tempo”, retratando cenas da ferrovia e do meio rural. “Gente”, o trabalho seguinte, registrou a difícil adaptação do caboclo à vida urbana. Também houve as exposições de “Rei da viola” e “Alma cabocla”, que antecederam a exposição atual.

As memórias da infância foram a minha inspiração, ao final o envolvimento com o meu trabalho foi tamanho, que muita coisa de minha família afluiu, de modo que se transformou num ‘trabalho de sangue’”, como definiu na abertura da exposição no Museu do Café de Santos em julho de 2015.

E o sangue fluiu, irrigou e ultrapassou fronteiras geográficas. Depois do Museu do Café, as fotos foram expostas em cidades do interior como Botucatu, Araraquara, Ribeirão Preto e São Carlos. E também do exterior. Em outubro de 2015, “Raízes do ouro verde” chegou à X Biennale Internazionale D’Arte Contemporanea di Firenze, na Itália, onde a foto “Fatto a Mano” conquistou o 1° lugar no prêmio “Lorenzo il Magnfico”.

Exposição Metrô SP
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raízes-do-ouro-verde-2 (Foto: Vilson Palaro)Neto de imigrantes italianos, fotógrafo herdou a paixão pelos cafezais (Foto: Vilson Palaro)
As exposições fotográficas realizadas no Metrô de São Paulo fazem parte do Programa Ação Cultural, lançado em 1986, cujo objetivo é atingir o maior número de pessoas possível para democratizar o acesso à cultura. Em média, 4 milhões de pessoas circulam nas cinco linhas administradas pela Companhia do Metrô e são realizadas 18 exposições mensais programadas para transitar entre as diversas estações.

Serviço:

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Imagem integra exposição “Raízes do ouro verde” (Foto: Vilson Palaro)

Exposição fotográfica “Raízes do ouro verde”

Quando: até 29 de fevereiro

Onde: Estação República do Metrô (a partir de 10 de março a exposição mudará para a Estação Paraíso).

POR BRUNA DE ALENCAR, COM VINICIUS GALERA

Fonte: Globo Rural

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