Investidores castigam fraqueza de bancos intensificando ataque

15/02/2016

Nicholas Comfort (Bloomberg) – As ações do Credit Suisse Group despencaram para o valor mais baixo em uma geração e um contrato de um ano de duração para proteger a dívida do Deutsche Bank AG contra um calote disparou e bateu um recorde em meio à intensificação da queda global das empresas financeiras.

Existem muitas teorias sobre o que há por trás da forte queda. Alguns traders se preocupam com a queda dos preços do petróleo, com a desaceleração da economia da China e com as taxas de juros negativas. Uma retirada de alguns fundos soberanos de investimento também foi culpada pelos preços mais baixos dos ativos. Seja qual for a causa, o bombardeio foi pior na Europa, onde as preocupações com a saúde de alguns dos maiores bancos persistem oito anos após a crise financeira.

“O mercado está castigando agressivamente os bancos”, disse Nikhil Srinivasan, que administra 480 bilhões de euros (US$ 543 bilhões) como chefe de investimentos da Assicurazioni Generali em Milão. “Será um 2016 desafiador, e não vejo um túnel curto – isso poderia continuar por um tempo”.

Fuga

Os investidores estão fugindo de credores que mostram sinais de fraqueza, como aconteceu ontem com o Société Générale, quando o banco com sede em Paris disse que poderia não atingir sua meta de rentabilidade neste ano. A ação caiu 13 por cento, a maior queda desde 2011. Tanto o Credit Suisse quanto o Deutsche Bank nas últimas semanas publicaram resultados péssimos para o quarto trimestre, que levaram acionistas e detentores de bonds para a saída.

Os credores dos EUA não foram poupados. O JPMorgan Chase Co. caiu para o valor mais baixo em mais de dois anos depois que a presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, disse na quinta-feira que o banco central estava analisando de novo as taxas de juros negativas como possível ferramenta de política monetária se a economia americana cambaleasse, cenário visto por alguns investidores como possibilidade em meio à uma perspectiva cada vez mais sombria para o crescimento mundial Isso não impediu que o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, comprasse 500.000 ações do capital acionário do banco nesta quinta-feira, pagando US$ 26,6 milhões, segundo a apresentação de documentação obrigatória. A notícia fez as ações subirem nas últimas operações em Nova York.

‘Entorno difícil’
As ações do Credit Suisse, com sede na Suíça, perderam quase a metade do seu valor desde outubro, quando o CEO Tidjane Thiam começou uma reforma para se concentrar na gestão de patrimônio, especialmente na Ásia, justo quando o crescimento econômico na China desacelerou. O custo para assegurar dívida subordinada do banco contra inadimplência por cinco anos atingiu na quinta-feira seu nível mais alto desde 2012. A ação tocou um mínimo em 27 anos.

“Não é um grande momento para o banco”, disse Thiam em uma apresentação a investidores na quarta-feira. “Por essa razão, estou utilizando o entorno difícil atual para acelerar a transformação que estou impulsionando”.

O prejuízo não se limitou ao mercado bursátil. O custo de assegurar as entidades financeiras europeias contra uma cessação de pagamentos atingiu seu nível mais alto em três anos, segundo o Markit iTraxx Europe Subordinate Financial Index de 30 companhias.

Fonte: Bloomberg

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