Terminal em Santos receberá investimento de R$ 287 milhões para reestruturação

16/02/2016

Companhia trabalha em aportes para reduzir em 80% o impacto ao ambiente de suas operações

Uma das maiores empresas de agronegócio do mundo, a americana ADM (Archer Daniels Midland) vai investir R$ 287 milhões na reestruturação de seu terminal do Porto de Santos. O objetivo é minimizar uma das maiores lesões do setor graneleiro no município paulista: o odor e a alta emissão de material particulado decorrentes das operações com grãos.

O cheiro do apodrecimento de grãos perdidos pelo caminho e a poeira – se tornou uma variável econômica importante desde que as reclamações da população e as advertências da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) tornaram-se uma constante.

A companhia trabalha com aportes para reduzir em 80% o impacto ao ambiente de suas operações em contrapartida à antecipação do contrato de arrendamento de seu terminal, que expiraria em 2017. A readequação para tecnologias mais eficientes constava dos aditivos do contrato e ocorre após 15 advertências e 10 multas ambientais à companhia entre 2006 e 2015, totalizando de R$ 334 mil.

Os investimentos preveem uma remodelação geral das operações, perfazendo todas as etapas de transporte portuário da carga até a chegada do grão no porão do navio, gerando ainda ganho de eficiência.
De acordo com o diretor de Logística e Portos da ADM no país, Eduardo Carvalho Rodrigues, entre as medidas está a derrubada de um dos três armazéns da companhia em Santos e a construção de um novo. Com isso, a empresa passará de uma capacidade estática de 45 mil toneladas para 72 mil.

Além disso, as moegas, responsáveis pelo recebimento dos grãos dos caminhões, serão mais “inteligentes”, com filtros que aumentarão a aspiração de poeira. As correias transportadoras, que levam os grãos dos silos para os “shiploaders”, serão “encapadas” para evitar perdas no caminho e emissão de particulados. E dois shiploaders trazidos do Reino Unido substituirão os atuais.

A vantagem, disse Rodrigues, é que o maquinário inglês é mais moderno: os grãos descem para os navios através de uma tubulação em cascata, e não mais em queda livre, e seguem até o fundo do porão, recuando à medida em que os sensores avisarem que a pilha de soja subiu.

A ADM obteve pela SEP (Secretaria Especial de Portos), em janeiro de 2015, a antecipação da prorrogação do contrato de arrendamento de seu terminal em Santos. Com a renovação, o contrato passa a valer até 2037. A trading afirma que, com todas as medidas implementadas, espera atingir a marca de 8 milhões de toneladas de grãos movimentadas ao ano até a safra 2017/18.

Fonte: Guia Marítimo – Redação

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